7 cuidados com cães e gatos no frio de Jaraguá do Sul; e saiba como ajudar os que vivem na rua
Com mínimas perto dos 9°C e chuva nesta semana, o cuidado com os animais muda. Veja o que fazer em casa e como ajudar os de rua.
Foto: Banco de Imagens/Freepik
Jaraguá do Sul amanheceu fria de novo nesta semana. A previsão para os próximos dias fica entre 9°C e 18°C, com chuva e umidade alta, o tipo de combinação que incomoda mais do que o termômetro sugere. Umidade e vento fazem o corpo perder calor rápido, e os animais sentem isso antes da gente.
Quem tem cão ou gato percebe a mudança no comportamento: eles procuram canto quente, encolhem, dormem mais. E quem cruza a cidade nas manhãs geladas esbarra nos que não têm para onde ir. Cuidar do pet no frio não exige muito, exige atenção a detalhes que passam batido no calor. E ajudar um animal de rua numa noite assim pode ser mais simples do que parece. Este guia reúne o que fazer nos dois casos.
O frio úmido do Vale do Itapocu pesa mais que o número no termômetro
Jaraguá do Sul não tem o inverno da Serra catarinense, mas a combinação desta semana, mínima na casa dos 9°C, chuva e umidade perto de 100%, deixa a sensação bem mais baixa. Cidades vizinhas como Corupá já registram mínimas perto de 11°C, e o ar carregado de umidade faz o frio penetrar mais fundo, principalmente de madrugada.
Esse é o ponto que muita gente ignora: não é só a temperatura, é o conjunto. Vento e umidade aceleram a perda de calor do corpo, e isso vale tanto para quem dorme no quintal quanto para quem passa a noite na rua. Por isso a rotina de cuidado precisa de ajuste enquanto durar essa frente fria.
1. Antes de tudo, entenda qual bichinho sofre mais no frio
Nem todo bicho sente o frio igual. Cães de pelo curto, filhotes, idosos e os de porte pequeno perdem calor mais depressa e precisam de atenção redobrada nesses dias. Raças de pelo longo e duplo se viram melhor, mas nenhuma está imune à friagem úmida.

Gatos costumam se proteger sozinhos, procurando os cantos mais quentes da casa. O problema é onde eles escolhem se esconder, e isso aparece mais adiante neste guia, no item dos riscos invisíveis.
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2. Ajuste o abrigo: longe do chão e do vento
O erro mais comum é deixar o animal dormindo direto no piso, ainda mais em área externa. O chão frio puxa o calor do corpo a noite inteira. Levante a cama com um estrado, um pallet ou caixas, e forre com cobertor ou tecido grosso.
Se o cão vive no quintal, vale fechar a casinha contra o vento e virar a abertura para o lado contrário ao que o vento bate. Com a chuva desta semana, garanta que a casinha esteja seca por dentro: um animal que dorme no úmido adoece rápido, mesmo abrigado.
3. Roupinha só para quem precisa
Roupa de pet não é frescura, mas também não é regra para todos. Faz sentido para cães de pelo curto, filhotes, idosos e os de porte pequeno, que têm mais dificuldade de manter o calor. Para cães de pelo longo e denso, costuma ser desnecessário e pode até atrapalhar.

A medida é o conforto do animal. Se ele tolera a roupa e para de tremer, ajudou. Se fica incomodado tentando tirar, o melhor é investir num abrigo mais quente em vez de insistir na vestimenta.
4. Não deixe a água de lado
Parece contraditório, mas o frio desidrata. No calor o animal bebe por instinto, no frio ele esquece, e a água gelada ainda desestimula. A desidratação no inverno é silenciosa e atrapalha a regulação da própria temperatura corporal.
Troque a água com frequência para que não fique gelada demais e mantenha o pote sempre cheio. Em dias muito frios, oferecer a água em temperatura ambiente, nunca quente, ajuda o animal a beber mais.
5. Espace os banhos e seque com cuidado
Banho em dia frio e úmido é pedido de resfriado. Nesta semana, com chuva e umidade alta, o ideal é espaçar os banhos e, quando forem necessários, fazê-los nas horas mais quentes do dia, sempre em ambiente fechado.

A secagem é a parte que mais falha. Pelo molhado junto à pele, no frio, é o que de fato adoece o animal. Seque bem com toalha e, se usar secador, mantenha em temperatura morna e a uma distância segura. Só solte o animal quando estiver realmente seco.
6. Cuidado com os riscos invisíveis do frio
Aqui voltam os gatos e os cantos quentes. No inverno, é comum eles se abrigarem embaixo de carros ou perto do motor, que retém calor depois de desligado. Antes de dar a partida, principalmente de manhã, vale bater na lataria ou buzinar de leve para espantar qualquer animal escondido.
Dentro de casa, atenção a aquecedores, lareiras e fios elétricos. Animais buscam o calor e podem se queimar ou roer cabos. Cobertores elétricos e bolsas de água quente só com supervisão, porque o risco de queimadura existe e o animal não sabe se afastar a tempo.
7. Reconheça os sinais de que algo está errado
Frio em excesso adoece. Os sinais de que um animal não está dando conta da temperatura incluem tremores persistentes, apatia, busca exagerada por calor, respiração ofegante e gengivas pálidas. Filhotes e idosos chegam a esse ponto mais rápido.

Se notar esses sinais, aqueça o animal aos poucos com cobertores e procure um veterinário. Não use fonte de calor direta e forte de uma vez, que o aquecimento brusco também faz mal. O acompanhamento profissional é o caminho seguro quando o quadro não melhora.
Como ajudar os animais que vivem na rua de Jaraguá do Sul
Numa semana de chuva e mínima perto de 9°C, a madrugada na rua é dura para cães e gatos sem teto. E a ajuda não precisa ser grande para importar.
Um abrigo improvisado já muda a noite de um animal. Uma caixa de papelão grande, forrada com pano ou jornal e protegida da chuva embaixo de uma marquise ou beiral, vira refúgio contra o vento. Caixas de isopor, com uma abertura recortada, isolam ainda melhor do frio. Deixar água fresca e um pouco de ração ou comida sem temperos perto de onde o animal costuma ficar também ajuda, já que no frio o corpo gasta mais energia só para se manter aquecido.

Se você encontrar um animal em situação crítica, tremendo muito, encharcado, machucado ou aparentemente doente, vale acionar uma protetora ou um grupo de proteção animal da cidade. Muitos atuam por redes sociais e conseguem orientar o resgate. Em caso de suspeita de maus-tratos, abandono ou agressão, o registro pode ser feito junto aos canais de denúncia, porque abandonar e maltratar animais é crime previsto em lei federal.
>> Leia mais sobre o assunto “mau-tratos” aqui: Por que casos de crueldade animal ainda acontecem em Jaraguá do Sul? Saiba como denunciar
Como e para quem denunciar
Para os órgãos ambientais, a participação da população é fundamental no combate aos maus-tratos. Muitas ocorrências só chegam ao conhecimento das autoridades porque alguém decidiu denunciar. Por isso, sempre que possível, é importante reunir informações que possam ajudar na identificação dos responsáveis. Fotos, vídeos, endereço, localização exata, características do animal e até o relato de testemunhas podem fazer diferença durante a apuração.
Situações de emergência ou flagrante:
Acione a Polícia Militar pelo telefone 190.
Denúncias anônimas:
Podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181, sem necessidade de identificação.
Casos de maus-tratos ou crueldade animal:
Também podem ser comunicados à Polícia Civil, por meio do registro de boletim de ocorrência, presencialmente ou pelos canais digitais disponíveis.
Animais silvestres feridos, abandonados, capturados ou mantidos em cativeiro irregular:
A orientação é entrar em contato com a Fujama ou com a Polícia Militar Ambiental, responsáveis pelo atendimento e encaminhamento das ocorrências envolvendo fauna silvestre.
Quando houver necessidade de investigação ou acompanhamento do caso:
As denúncias também podem ser encaminhadas ao Ministério Público, órgão responsável por fiscalizar o cumprimento da legislação ambiental.
Como isso impacta sua vida?
Enquanto durar essa frente fria em Jaraguá do Sul, um cobertor levantado do chão, um pote de água trocado e uma caixa de papelão na calçada certa são gestos pequenos que decidem como cães e gatos, os seus e os da rua, vão atravessar a madrugada. O frio passa. O que você fizer por eles nesses dias, não.
Max Pires
Já criei blog, portal, startup… e agora voltei pro que mais gosto: contar histórias que fazem sentido pra quem vive aqui. Entre um café e um latido dos meus cachorros, tô sempre de olho no que importa pra nossa cidade.