Fundadores do Instituto Rã-Bugio de Guaramirim recebem prêmio nacional por proteção à Mata Atlântica
Foto: o eco/Marcio Isensee e Sá
Graças a iniciativas voltadas à proteção de áreas naturais, à pesquisa científica e à educação ambiental, a Mata Atlântica segue encontrando defensores comprometidos com sua preservação. Em Guaramirim, um casal que dedica décadas a esse trabalho acaba de receber um importante reconhecimento nacional.
Os ambientalistas Germano Woehl Jr. e Elza Nishimura Woehl, fundadores do Instituto Rã-Bugio para Conservação da Biodiversidade, receberam o reconhecimento durante a Conferência Nacional de Unidades de Conservação para a Biodiversidade (UCBIO), em Curitiba. As informações são do portal ambiental ((o))eco.
Além do reconhecimento, a premiação inclui uma quantia de R$ 100 mil. O anúncio ocorreu junto ao lançamento oficial do Instituto Miguel Milano.
“Estamos honrados e bastante motivados de continuar lutando pela conservação da natureza”, afirmou Germano durante a cerimônia.
Mais de duas décadas dedicadas à conservação em SC
Criado em 2003, o Instituto Rã-Bugio atua em projetos de educação ambiental, pesquisa científica e proteção da biodiversidade, com foco no interior da Mata Atlântica catarinense.
Ao longo dessa trajetória, Germano e Elza criaram e administram 14 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) em Santa Catarina. A mais recente foi estabelecida em 2025.
As áreas protegidas somam mais de mil hectares e contribuem para a preservação de remanescentes da Mata Atlântica e de florestas com araucárias, ecossistemas considerados estratégicos para a conservação da fauna e da flora brasileiras.
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Reconhecimento a uma trajetória de proteção ambiental
A entrega do prêmio destacou a contribuição do casal para a conservação da natureza no país. Durante a cerimônia, Miguel Milano ressaltou a importância do trabalho desenvolvido por defensores do meio ambiente e os desafios enfrentados por quem atua nessa área.
Em 2022, a residência do casal e sede da RPPN Santuário Rã-Bugio foi alvo de um atentado e atingida por diversos disparos. Nenhum dos dois ficou ferido.
“Vale lembrar que o Brasil é um dos países que mais mata ambientalistas. E defender o meio ambiente e a biodiversidade exige coragem. Uma coragem que nunca faltou aos fundadores do Instituto Rã-Bugio para Conservação da Biodiversidade”, afirmou Milano.
Como isso impacta sua vida?
A Mata Atlântica está diretamente ligada à proteção de nascentes, rios, fauna e áreas florestais que fazem parte do cotidiano dos catarinenses. O reconhecimento aos fundadores do Instituto Rã-Bugio reforça a importância de iniciativas desenvolvidas na região que ajudam a preservar esse patrimônio natural para as próximas gerações.
Gabriela Bubniak
Jaraguaense de alma inquieta e jornalista apaixonada por contar boas histórias. Tenho fascínio por livros, música e viagens, mas o que me move é viver a energia de um bom futsal na Arena e explorar o que há de melhor na nossa terrinha.