Colunistas | 10/07/2026 | Atualizado em: 10/07/26 ás 09:39

Viagens solo crescem no Brasil e revelam uma nova forma de conhecer o mundo

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Viagens solo crescem no Brasil e revelam uma nova forma de conhecer o mundo

Foto: Jcomp/Freepik

Durante muito tempo, viajar sozinho era visto como algo incomum. Para muitos, significava falta de companhia ou um plano que não deu certo. Hoje, essa percepção mudou completamente.

Cada vez mais pessoas escolhem embarcar sozinhas, não porque estão sozinhas na vida, mas porque descobriram que algumas experiências ganham um significado diferente quando são vividas no próprio ritmo.

O crescimento das viagens solo é uma das mudanças mais interessantes do turismo nos últimos anos. E o mais curioso é que esse movimento reúne perfis muito diferentes.

Há quem viaje para comemorar uma conquista pessoal. Há quem aproveite uma pausa na carreira para conhecer novas culturas. Muitos escolhem essa experiência como forma de desenvolver autonomia, ampliar horizontes ou simplesmente realizar um sonho sem depender da agenda de outras pessoas.

Viajar sozinho deixou de ser um improviso. Passou a ser uma escolha.

Ao contrário do que muitos imaginam, esse tipo de viagem raramente significa isolamento. Pelo contrário, quem viaja sozinho costuma estar mais aberto a conversar, conhecer pessoas, participar de experiências locais e criar conexões que talvez não acontecessem em uma viagem tradicional.

Também existe outro aspecto importante. Quando viajamos acompanhados, naturalmente dividimos decisões, horários e interesses.

Já em uma viagem solo, cada escolha pertence exclusivamente ao viajante. O roteiro acontece no seu tempo. O restaurante é escolhido pelo seu gosto. A pausa para contemplar uma paisagem dura o tempo que fizer sentido.

Essa liberdade tem atraído um número cada vez maior de pessoas que buscam uma experiência mais leve, espontânea e personalizada.

Mas viajar sozinho não significa viajar sem planejamento, muito pelo contrário.

Escolher o destino adequado, entender questões culturais, organizar deslocamentos, definir hospedagens bem localizadas e contar com suporte durante toda a viagem fazem toda a diferença para que a experiência seja tranquila e segura.

É justamente nesse ponto que a curadoria se torna essencial.

Na Wings of Travel, acompanhamos de perto esse novo comportamento e percebemos que as viagens solo têm um elemento em comum: elas são profundamente pessoais.

Não existe um roteiro padrão, existe uma história diferente por trás de cada embarque. Porque algumas viagens são feitas para conhecer o mundo. Outras são feitas para descobrir algo sobre nós mesmos. E, muitas vezes, essas duas coisas acontecem exatamente ao mesmo tempo.

Na próxima edição de Além do Embarque, vamos falar sobre outro comportamento que está crescendo rapidamente: por que cada vez mais famílias estão escolhendo investir em viagens para criar memórias juntos, substituindo presentes e bens materiais por experiências que permanecem para toda a vida.

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Sissa Marcolla

Especialista em viagens personalizadas e fundadora da agência Wings of Travel. De Jaraguá do Sul para o mundo, Sissa escreve sobre tendências do mercado do turismo, destinos e experiências que estão transformando a forma de viajar.

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